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Representação da lenda dos cavaleiros das esporas douradas
Representação da lenda dos cavaleiros das esporas douradas

2014.07.18

No âmbito da XXXI edição da Festa da Cereja de 2013, no dia 9 de junho, no Parque Verde, foi apresentado o espetáculo da representação da “Lenda dos cavaleiros das esporas douradas” pelo Grupo de Teatro de Alfândega da Fé (TAFÉ), em colaboração com a Companhia Teatro Filandorra, e com a participação de intervenientes da população local. A peça teatral deu assim a conhecer a Lenda que explica a fundação e atual designação da localidade (Alfândega da Fé), relacionando-a com factos resultantes da reconquista Cristã da Península Ibérica. Esta experiência teatral  pretendeu envolver a população e visitantes, afirmando-se como centro de atratividade.

Ainda no âmbito desta temática e no seguimento do cartaz da festividade, na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, na Galeria Eng. Manuel Cunha, esteve também patente uma exposição fotográfica, com mais de 30 registos, da autoria de Jorge Delfim, onde faram retratados os melhores momentos da dramatização da Lenda. Da exposição também fez parte um filme gravado em DVD, em alta definição. A respetiva exposição assumiu-se também como mais uma forma de divulgar a história e cultura de Alfândega da Fé, ao mesmo tempo que se deu a conhecer o trabalho de grupos culturais locais.

A Lenda

Certo dia tais Cavaleiros tomaram o rumo de Balsemão para combaterem um terrível Muçulmano. Abdel Ali, senhor destas paragens, impunha como feudo a entrega de um determinado número de Donzelas. Este imposto ficou conhecido como o “Tributo das Donzelas”. Mas o casamento de dois jovens haveria de mudar o destino da população e do mouro malvado. O anúncio da união entre Teolinda, filha de D. Rodrigo Ventura de Melo, Senhor de Castro (Vicente) e Casimiro, filho de D. Pedro Rodrigues de Malafaia (Alfândega), líder dos Cavaleiros das Esporas Douradas, faz inverter o rumo dos acontecimentos (usando aqui os nomes, naturalmente, imaginários utilizados pelo Prof. João Batista Vilares, no romance “Tributo das Donzelas”). A cobrança do tributo por parte do Mouro revolta a população. É então que os “Cavaleiros das Esporas Douradas” organizam uma investida contra o infiel. Conta o povo que tal batalha não foi fácil, os Cristãos chegaram mesmo a estar em desvantagem. Foi quando apareceu Nossa Senhora, que com um bálsamo que trazia na mão foi reanimando os mortos e curando os feridos. A luta aumentou, então, de intensidade e os invasores acabaram por ser expulsos destas terras, pondo-se assim fim ao “Tributo das Donzelas”.